terça-feira, 1 de janeiro de 2008

A MEMÓRIA


Não sei se ter boa memória é realmente algo bom ou ruim...a minha é excelente, não me esqueço de quse nada, porém pago um preço por isso...da mesma maneira que me lembro das coisas boas, eu me lembro também das falhas e ofensas das pessoas que convivem comigo...ou que já conviveram.

É lógico que eu já tentei mudar, mas as pessoas não mudam muito...no máximo elas se transformam e se adaptam às situações (o que já está de bom tamanho). É invitável olhar para uma pessoa e não lembrar de todas as coisas boas que ela me fez ou me disse, mas também é inevitável olhar para ela e não lembrar de todas as ofensas, de todas as críticas infundadas, de tudo aquilo que não condizia com a verdade, mas queira ou não já foi proferido...as palavras são facas de dois gumes, e elas têm humor, pois elas também se arrependem de serem ditas as vezes, quando agimos impulsivamente e magoamos alguém (por isso eu penso muito antes de falar qualquer coisa).

O problema de se pensar muito em alguma coisa é que podemos sufocar a espontaneidade, o que também não é bom. Então como escolher a prioridade? o que é mais importante: termos boas lembranças na memória por nunca ter dizermos algo não pensado antes ou então perdermos a espontaneidade? na vida quase tudo tem um preço...geralmente caro. Eu optei por conciliar as duas coisas...não quero agir impulsivamente e também não quero perder a espontaneidade, e eu quero conseguir isso plenamente...e conseguirei.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

O Julgamento


Qual foi a última vez que você julgou sem conhecer? bem, eu acabei de fazer isso..tento não fazer mais, mas as vezes fica muito evidente..tento evitar, porém nem sempre consigo, o que me deixa frustrada. O que dói mais é ver alguém me julgando..alguém que mal conheço ou alguém que já me conhece. O grau de intimidade não dá liberdade e permissão para ninguém julgar, porque se fazemos isso estamos permitindo que outra pessoa faça conosco.

As consequências do julgamento que fazemos podem ser mínimas ou alcançar um patamar bem mais psicológico que qualquer outra ação antrópica que recaia sobre nós. A sensibilidade de uma pessoa e a maneira como recebe as críticas é que determinará como ela irá interpretar o julgamento; as pessoas mais sensíveis não interpretam, elas reagem; as pessoas menos sensíveis interpretam e não se importam; as pessoas imparciais interpretam e ponderam para que a partir disso tomem uma decisão sensata (nada mais justo).

O tempo mais uma vez assume uma proporção em importância maior do que o normal para as pessoas sensíveis às críticas e aos julgamentos, porque as vezes só ele é que irá aliviar um pouco os traumas psicológicos causados por palavras ditas sem pensar, porém nada impede que nem o tempo resolva, pois a mente do ser humano ainda é algo tão complexo que as vezes nem as próprias pessoas a entendem..por isso julgam as vezes sem pensar.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

As críticas são justas? eu acho que não.


Minha relação com as críticas infelizmente nunca foi das melhores. Eu nunca escondi de ninguém que não gosto de críticas...principalmente aquelas que se dizem construtivas, isso não existe, críticas são críticas, independentemente de como a sociedade as classifica.

Ninguém gosta de saber que falhou, que errou, logo ninguém gosta de receber críticas. Eu também não gosto de elogios falsos...sei quando não mereço e também sei quando mereço, mas daí eu vou retornar naquela velha história de sinceridade..eu sou um pouco parcial quanto a isso...as pessoas precisam tomar cuidado com a maneira como dizem as coisas, pois elas podem magoar ou ferir alguém desprevenido, deixando marcas por muito tempo...

As vezes penso que a aceitação das críticas se relacione com a auto-estima. Logo, quanto mais alta a auto-estima melhor é a aceitação, pois você pensa estar '' por cima'' de tudo o que ocorre e logo nada irá te afetar, mas eu vi que não é bem assim...minha auto-estima não é nem um pouco baixa, mas mesmo assim eu não gosto de críticas, acredito que a grande maioria delas têm a função de prejudicar e não de ajudar...


Aceito apenas raras exceções de críticas, somente quando realmente percebo que estou errada e a pessoa que fez a crítica quer o meu bem...

A Música



Eu sempre fui muito ligada à música, desde a minha infância, eu sempre ouvi música..Meu avô paterno era pianista e ainda muito nova ele me ensinou a ler partituras, tocar algumas músicas e amar aquilo que seria um começo de algo que para sempre ficaria na minha vida.

Ele morreu há mais de 10 anos, mas eu prossegui meus estudos de piano, e sempre tive minhas notas "favoritas"...Praticamente todos os pianos modernos têm 88 teclas. Os pianos têm geralmente dois ou três pedais, sendo sempre o da direita o que permite que as cordas vibrem livremente, dando uma sensação de prolongamento do som. Permite executar uma técnica designada legato, como se o som das notas sucessivas fosse um contínuo. Compositores como Fredérick Chopin usaram nas suas peças este pedal com bastante frequência.
O pedal esquerdo é o chamado una corda. Despoleta nos pianos de cauda um mecanismo que desvia muito ligeiramente a posição dos martelos. Isto faz com que uma nota que habitualmente é executada quando o martelo atinge em simultâneo três cordas soe mais suavemente pois o martelo atinge somente duas. O nome una corda parece assim errado, mas nos primeiros pianos, mesmo do inventor Cristofori, o desvio permitia que apenas uma corda fosse percutida. Nos pianos verticais o pedal esquerdo consegue obter um efeito semelhante ao deslocar os martelos para uma posição de descanso mais próxima das cordas.
O pedal central, chamado de sostenuto possibilita fazer vibrar livremente apenas a(s) nota(s) cujas teclas estão acionadas no momento do acionamento do pedais. As notas atacadas posteriormente não soarão livremente, interrompendo-se assim que o pianista soltar as teclas. Isso possibilita sustentar algumas notas enquanto as mãos do pianista se encontram livres para tocar outras notas, o que é muito útil ao realizar, por exemplo, passagens em baixo contínuo. O pedal sostenuto foi o último a ser incrementado ao piano. Atualmente, quase todos os pianos de cauda possuem esse tipo de pedal, enquanto entre pianos verticais ainda há muitos que não o apresentam. Muitas peças do século XX requerem o uso desse pedal. Um exemplo é "Catalogue d'Oiseaux", de Olivier Messiaen.
Em muitos pianos verticais, nos quais o pedal central de sostenuto foi abolido, há no lugar do pedal central um mecanismo de surdina, que serve apenas para abafar o som do instrumento.


Eu uso sempre o pedal da direita, pois adoro Chopin e suas músicas e o pedal, como já foi dito, auxilia na execução do legato.


Sempre adorei as músicas de Chopin, principalmente WINTER WIND, FANTASIE IMPROMPTU, POLONAISE HERÓICA (OP 53) E A MARCHA FÚNEBRE.

Chopin sempre fez e sempre fará parte da minha vida.

A sinceridade


Eu sempre tive um certo problema com isso..eu sou muito sincera com as pessoas, sempre sou eu mesma, e as vezes isso me traz algumas conseqüências que poderiam ser evitadas, mas como diz o ditado: "quem fala o que quer, ouve o que não quer". E é exatamente nisso que eu erro. Eu não gosto de ouvir tudo...é como seu eu quisesse dizer para todo mundo para ser sincero comigo, mas a quando digo isso eu na verdade estou pedindo para dizerem aquilo que quero ouvir.

Nem sempre ouvimos aquilo que queremos...as pessoas não podem advinhar o que eu quero e espero delas e nem eu posso. Eu aprecio muito as pessoas que sabem usar da ironia em suas palavras e fazer disso a sua marca registrada..a ironia quando bem usada revela uma pessoa inteligente, disposta a competir (não que as competições sejam algo bom), mas uma pessoa apta para viver no mundo sem se machucar com as coisas pequenas.

Além da ironia outra característica que as vezes as pessoas depreciam, mas eu acho interessante do ponto de vista psicológico e social é o distanciamento em algumas situações...diz uma lenda oriental que quando oferecemos algo a alguém e essa pessoa não aceita, isso volta para quem ofereceu. Esta lenda vale para presentes, ofensas e tudo mais..as vezes tentamos ficar provando algo para as pessoas, tentando ter sempre razão, mas na verdade quando fazemos isso estamos nos igualando àquela pessoa...se realmente queremos estar certos de algo (não existe isso, mas vamos lá..) devemos nos distanciar de discussões..elas levam às brigas o que não é nada bom e eu particularmente sempre evito...

A busca pela imparcialidade


Eu as vezes pareço um pouco ambiciosa...como diz meu pai, quero sempre voar mais longe do que posso...bem, vou falar o que? eu sei que ele está certo. Mas eu não vou mudar por ele e acho que jamais mudaria, pois é uma característica minha e seu perdê-la, sinto que perderei uma pequena parte de mim, que me caracteriza muito.

As vezes quero fazer tudo ao mesmo tempo...não sei se é uma ambição minha ou apenas uma das minhas infinitas faces. Eu sempre tive facilidade em me concentrar em duas, três ou quatro pessoas falando ao mesmo tempo e sempre dei atenção a todas, mas as vezes eu sinto que elas é que não prestaram atenção em mim suficientemente...Um dia, numa dessas situações, uma amiga me perguntou se eu realmente tinha entendido tudo o que ela disse, porque todo mundo estava falando ao mesmo tempo...Ora, não é porque ela não entendeu que eu não tenho que entender.

Será que todas as pessoas têm como modelo principal elas mesmas? O que está certo no meu conceito é porque eu penso assim ou porque a maioria pensa assim? isso me intriga em vários momentos...eu procuro sempre a imparcialidade, mas não vejo isso na maioria das pessoas. Falta justiça, falta exemplo, falta muito mais...

Talvez isso seja o que eu mais busco ultimamente dentro de mim, o equilíbrio de tudo, a busca pela imparcialidade, para poder olhar tudo o que ocorre a minha volta e dar uma opinião que possa representar a maioria e não somente a minha...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Spotlight on the stars


Todo mundo (ou pelo menos quase) tem um um foco, um objetivo na vida..algo que queira que se realize muito..bem, eu tenho vários focos..mas nessa noite de natal (estou escrevendo e faltam 10 minutos para o Natal) eu estou com o meu foco nas estrelas, está uma noite linda aqui em SP, uma raridade para as segundas-feiras, uma vez que aqui é comum que as noites mais belas sejam de terça-feira..mas ok, o importante é que seja bela..


As estrelas me remetem a algo angelical..puro, perfeito..algo fora do alcance do ser humano, algo muito perfeito, por isso estão tão longe...A minha maior curiosidade é em relação às Plêiades, como são belas e dentre elas está Alcion ou Alcione. Essa constelação me deixa muito curiosa..as vezes quero estar lá, no meio delas..A vantagem de nascer estrela (além de viver no céu) é que elas são o foco e não precisam ter focos..


Cada estrela tem uma história e o mais incrível é ver como que cada ser humano ''escolhe'' a sua própria estrela..Eu escolhi as plêiades..mas fico muito feliz ao saber que alguém que amo muito me atribuiu a Sírius...